Questões s/ Paulo FREIRE, (Pedagogia da Autonomia) 1996,capítulo 1
Brasil, Ufla (Lavras, MG), Prof. Dr. Celso Vallin (Dep. Educação), 2014
GDE116 – Escola e Currículo: Política e Planejamento Educacional
Caros e caras estudantes
Essas questões têm o objetivo de ampliar possibilidades de estudo, e de relacionamentos entre estudantes e o texto recomendado. Representam uma forma de você articular seu pensamento com as questões tratadas. Escrever e responder colaboram para o exercício e organização do pensamento. Portanto, tente responder. Escreva as respostas. Anote dúvidas e questões e traga-as para conversar em aula.
1. Sobre o que fala o livro, e que é tratado logo no início do capítulo 1?
2. Qual o sentido de conservador e progressista ?
[saberes que me parecem indispensáveis à prática docente de educadoras ou educadores críticos,
progressistas, alguns deles são igualmente necessários a educadores conservadores.]
3. Freire valoriza mais a teoria ou a prática nos estudos?
4. O que Freire fala sobre a transferência do conhecimento?
5. Procurando fugir da postura de educação bancária, qual a atitude esperada para quem está como
estudante?
6. Descreva ações e atitudes que caracterizam o papel docente no ensino não bancário?
7. O ensino bancário é o mesmo que progressista, ou conservador? Por que?
8. O que é autoridade? O que o autor entende sobre a relação aluno-professor e aluno-aluno e ambos
com o conteúdo de aprendizagem?
9. Imagine uma escola daquelas que são tidas como as melhores, daquelas um belo prédio e todos
os equipamentos possíveis e funcionando, a que é mais procurada pelas pessoas da elite da cidade, e
que tem fama de ter bons resultados? Imaginou? Qual? Agora reflita: pode uma escola assim ser
vista como educação bancária? Por que? O que acontece que faz com que boa parte dessas escola
sejam bancárias?
10. Que exemplos Freire aponta ao falar da incoerência entre o que o/a professor/a diz e o que faz?
REFERÊNCIA
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
quarta-feira, 28 de setembro de 2016
quarta-feira, 14 de setembro de 2016
Torpidade
Torpe... Senti profundo!
Mas hei de mudar o mundo?
Pode ter sido falso, ilusão, mas foi bom.
Sei lá. Estou com o pé no chão.
Tanta coisa já vivi
Sentimentos? Até esqueci!
Passou.
Deixou saudade.
E agora, é só idade
Mas tem vantagem.
Há de ter!
Saber pensar, e saber fazer.
Apesar da pouca emoção...
E cada vez mais rara paixão.
E não pense que já foi diferente.
Cada tempo com sua mente.
O que interessa é que fui gente,
Virei, chorei, mas vivi quente.
Então o que?...
Sei lá!
Deixe correr.
Celso Vallin 14/09/2016
Torpe... Senti profundo!
Mas hei de mudar o mundo?
Pode ter sido falso, ilusão, mas foi bom.
Sei lá. Estou com o pé no chão.
Tanta coisa já vivi
Sentimentos? Até esqueci!
Passou.
Deixou saudade.
E agora, é só idade
Mas tem vantagem.
Há de ter!
Saber pensar, e saber fazer.
Apesar da pouca emoção...
E cada vez mais rara paixão.
E não pense que já foi diferente.
Cada tempo com sua mente.
O que interessa é que fui gente,
Virei, chorei, mas vivi quente.
Então o que?...
Sei lá!
Deixe correr.
Dependente
de um sorriso seu
.
. . . . - Celso Vallin - . . . . .
Como posso ficar tão dependente de um sorriso
seu?
Essa voz me aquieta.
O toque do telefone me agita.
Sua atenção me apazigua.
Essa emoção não é real.
Mas quanta coisa boba é real!
Não importa que é sonho,
a vida é sonhar.
Eu sou independente como um cão,
forte como um palácio de papel,
insensível como uma raiz de dente.
Ah! Seu beijo assassino me incendeia
Seu carinho me arrepia
Lábios, corpo, montanhas, adrenalina.
Essa voz me aquieta.
O toque do telefone me agita.
Sua atenção me apazigua.
Essa emoção não é real.
Mas quanta coisa boba é real!
Não importa que é sonho,
a vida é sonhar.
Eu sou independente como um cão,
forte como um palácio de papel,
insensível como uma raiz de dente.
Ah! Seu beijo assassino me incendeia
Seu carinho me arrepia
Lábios, corpo, montanhas, adrenalina.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
A_DOCÊNCIA_NA_CONTEMPORANEIDADE.
Celso
Vallin - fev2015
É com orgulho que
participo dessa mesa redonda, inaugural do curso de Pedagogia da
Universidade Federal de Lavras.
Em geral, quem trabalha
na escola ou estuda para ser professor/a se queixa do salário
que é pouco, da falta de
condições de trabalho, mas quando aprofundamos a conversa
percebemos que é dada grande importância para o modo como a
sociedade, em geral, atribui valor e importância a essa profissão e
posição social. Ao
analisar essa questão Vivemos dias em que ser professora, ou
professor é visto como algo sem prestígio. Mas isso não é
completamente verdade. A sociedade comporta-se como um doente com
esquizofrenia ou bipolaridade. Ora valoriza e ora desvaloriza a
posição docente. Aqui mesmo na Universidade Federal de Lavras,
entre nós do Departamento de Educação, como também já vi
acontecer em outros lugares, percebi que em certas conversas, em que
estão presentes vários professores, usa-se chamar de professor
fulano, ou cicrana, como forma de demarcar que aquela pessoa tem
maior importância. Isso acontece quando, por exemplo, a pessoa se
refere a um colega e ao reitor. Essa pessoa diria “Estarão
presentes o professor Celso e a Aparecida”, sendo que ela também é
uma professora, mas não recebeu o título. Além disso, pela vida
afora percebemos que isso também acontece. Em filmes como “Deus é
brasileiro” (dirigido por Cacá Diegues em 2003), não podendo
revelar que aquele personagem do Antonio Fagundes era Deus, e o
pescador espertalhão vivido por Wagner Moura, passa a chamá-lo de
“professor” para demarcar que o outro merece ser visto com
destaque, com grande respeito. E funciona. Todos passam a respeitá-lo
porque é conhecido como “professor”. Quando queremos dizer que
alguém é grande conhecedor de certo assunto ou que tem grande
habilidade em certas tarefas dizemos algo como: “Mas o cara é um
professor em fotografia!”.
Talvez essa
bipolaridade venha do confronto entre o que a cultura nos ensina e o
que a realidade apresenta. Culturalmente sabemos que aquele/a que
ensina é alguém que sabe mais, sabe das coisas, que merece respeito
por isso. E quando chegamos à realidade das escolas e das aulas
vemos as dificuldades que são enfrentadas para trabalhar na
docência.
Convido nesse momento
para vermos esse filme/charge do Maurício Ricardo. Quando o vejo
sempre lembro-me de alguém que afirmava que um péssimo filme pode
resultar num ótimo material didático. Vamos ao filme: Cotidiano -
Questão pedagógica Charges (.com.br)1min26 (05/09/2011).Disponível
em
<http://charges.uol.com.br/2011/09/05/cotidiano-questao-pedagogica/>.
Acesso em 2015.0.25
Viram como um minuto de
vídeo pode ser muito provocador? Agora convido vocês a fazerem
comentários que reflitam o que vimos, ou seja, dois que mostrem
qualidades e possibilidades do trabalho docente, e dois que mostrem
dificuldades de problemas.
Quanto ao salário
quero lembrar que em 2008 foi aprovada a lei do Piso. Houve uma luta
judicial que durou até 2011, a partir de quando deveria estar sendo
cumprida. Esse valor é reajustado anualmente e em 2015 foi para R$
1.917,78. Esse deve ser o salário inicial
dos professores de escola pública, com formação de nível
médio, leva em conta uma jornada de trabalho de 40
horas semanais.
Junto veio a ideia de
um terço da jornada para trabalhos sem alunos, que deve ser vista
como um ganho, já que estar em aulas o tempo todo resultaria em ter
que levar trabalho para casa, ou trabalhar como se a docência não
requeresse planejamento e estudos no individual e no coletivo.
Existe uma Cartilha do
Sindiute-MG (SIDIUTE-MG, 2012) que eu recomendo que leiam, que fala
sobre a importância de nos apropriarmos adequadamente dessa ideia de
que para cada tempo de aula teremos metade desse tempo para
preparações.
Quanto às condições
de trabalho, eu percebo que nossa sociedade cuida melhor dos
banheiros de um chopincenter do que daqueles da escola e isso se dá,
em grande parte, porque na escola não são colocados funcionários
suficientes para termos o mesmo padrão de atendimento. Há ainda que
se observar que qualquer agência bancária usa prédios com
finíssimos acabamentos e mobiliário, sendo que se valorizássemos
mais as escolas, estaríamos, como sociedade, investindo mais na
materialidade do prédio, mobiliário e equipamento. Valorizar o
comércio e os bancos mais do que as escolas faz parte da sociedade
do capitalismo, na qual o lucro está acima de tudo, todos são
educados para a competitividade, as propagandas de radio, TV e outras
instituem a ordem do dia e tudo, em geral, nos incita ao consumo
desnecessário. É uma organização social que não cria espaços
para se cultivar a solidariedade, nem para coisas coletivas, comuns a
todos.
Falando nisso lembro-me
que falar mal dos impostos faz parte do senso comum, como vemos nas
piadinhas que seguem.
As
pessoas falam como se qualquer pagamento de imposto fosse
indesejável. Não percebemos que para a classe trabalhadora, os
impostos são a forma possível para implementar as políticas
públicas tão necessárias à justiça social. Ou na dura luta de
combate às injustiças sociais que são berrantes no Brasil.
Por isso considero que
deveríamos ser contra os empresários e políticos que sonegam
impostos (esses que estão no escândalo do HSBC suisso nas últimas
semanas), e os que roubam os impostos recolhidos (como os da Operação
Lava a Jato), ou desviam para interesses deles e não do povo em
geral. Mas não vejo motivo para sermos contra os impostos. Lembro
que existem campanhas muito inteligentes e até dispendiosas para nos
convencer de que devemos ser contra os impostos, como é o caso do
Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo. Devemos pensar
que mais impostos nos levam a mais escolas, e a melhores salários e
condições de trabalho. Melhor para o Brasil é enxergar o
Sonegômetro (ver reportagem em
http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/08/1494365-video-sonegacao-deve-atingir-r-500-bilhoes-em-2014-indica-sonegometro.shtml).
E será que, nós e
qualquer docente, deveríamos ensinar que é bom termos impostos? Por
que a escola não nos ensinou isso, em contraposição ao senso
comum? Talvez porque ela vem sendo um instrumento de reprodução do
que ai está e não tem conseguido se reinventar.
Entramos num círculo
vicioso. Para combater a injustiça social em que vivemos deveríamos
ter uma escola crítica. Para isso precisaríamos de boas condições
de trabalho, e de professores/as capazes de pensar criticamente. Para
isso, dependemos das escolas que formariam esses docentes críticos.
Por onde começamos? Como ensinar o que não sabemos?
Podemos ver e refletir
sobre que é ser um/a bom/boa professor/a? Pense nisso e depois,
compare suas ideias com algumas que aparecem na pesquisa publicada
pela CNTE
<http://www.cnte.org.br/index.php/cnte-informa/1295-cnte-informa-569-30-de-marco-de-2011/6651-sobre-ser-um-bom-professor-no-brasil.html>.
Mas
ser docente hoje envolve ainda muitas questões complicadas com as
quais teremos que lidar. Lembro das mídias, computadores e
comunicadores digitais. Hoje, uma criança de 9 anos pode aprender a
tecer pulseiras, ou fazer pratos culinários requintados, assistindo
aulas em um tábleti. Um smartfone permite consultas e comunicações
silenciosas dentro de qualquer espaço, até em minhas aulas, ou
hoje, nesse lugar e momento. E como são esses conteúdos a que
estudantes tem acesso pela internet? O que fazem com o Uatizapi? O
que podemos conseguir de bom usando um Faicibuqui? Será que
emburrece? Cria dependência? Ou é fonte de renovação didática?
Para
finalizar lembro das pessoas que vivem no campo e são do campo. Se
eu não falasse talvez muita gente aqui nem lembrasse dessas pessoas.
Entre vocês aqui, tem alguém que já estudou em uma escola, ou em
uma turma em que as pessoas viviam no campo?
Quando
terminarem os estudos e forem trabalhar, estou certo que muit@s de
vocês serão docentes de pessoas que vivem no campo. Isso porque
estamos longe dos grande centros metropolitanos. No curso que iniciam
tem uma disciplina que é chamada Educação do Campo. Em outras
universidades pelo Brasil existem licenciaturas que são totalmente
voltadas para a Educação do Campo. Hoje, os movimentos sociais como
o MST acreditam que é possível construir um projeto de vida social
diferente, com mais solidariedade, com plantações agroecológicas,
mais respeito à natureza e às pessoas. Apoiados em Florestan
Fernandes, Paulo Freire e outros autores o movimento pela Educação
do Campo trabalha para criar escolas diferentes. Mas não vou
conseguir falar disso hoje. Fica só a provocação para despertar a
curiosidade.
Obrigado
pela atenção. Por favor, não façam só perguntas para nós, mas
falem por vocês e conosco.
REFERÊNCIAS
SINDIUTE-MG
Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais.
Cartilha 1/3 da jornada do/a professor/a para hora-atividade é legal
é essencial para uma educação de qualidade. Belo Horizonte,
Sindiute-mg, Março/2012. Disponível em
<http://www.sindutemg.org.br/novosite/files/cartilha-hora-atividade.pdf>.
Acesso em 2015.02.25
Questões_Sobre_o_Vídeo_“Em_busca_da_terra_sem_veneno”
Brasil,
Ufla (Lavras, MG), Prof. Dr. Celso Vallin (Dep. Educação), 2014-2
GDE116
– Escola e Currículo, Política e Planejamento Educacional
De
acordo com o que está dito no vídeo “Em Busca da Terra Sem
Veneno” (ver referências), a ser exibido em aula, responder às
questões abaixo. Entregar individualmente e em papel.
1- No que
consiste a reforma agrária (RA)?
2- Cite ao menos
2 países que historicamente fizeram RA.
3- Por que,
países que hoje são considerados desenvolvidos fizeram a RA?
4- Ao longo da
história, quais as cinco ocasiões em que aconteceram revoluções
no Brasil, e que teria havido oportunidades de terem feito a RA?
5- O que faz com
que os salários de trabalhadores sejam baixos?
6- Aponte ao
menos 4 características constituintes da agroecologia?
7- Que relações
existem entre as ideias desse vídeo e essa disciplina?
REFERÊNCIAS
BRASIL.
Constituição da
República Federativa do Brasil.
Brasília: Imprensa Oficial, 1988. Disponível em
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm>.
Acesso em 2014.05.05.
BRASIL,
Lei 9.394/96 de 20 de
dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da
educação nacional (LDB).
Diário Oficial da União, Brasília, DF, 23 dez. 1996. Disponível
em <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9394.htm>.
Acesso em 2013.01.30.
Em
Busca da Terra Sem Veneno – Documentário com direção de
Noilton Nunes. Produção: Regina Abreu e Pedro Sol. Realização:
Imagine Filmes. Ano: 2011. Duração: 39 minutos. Vídeo. A partir da
palestra de João Pedro Stédille, líder do MST - Movimento dos Sem
Terra, durante a 37a. Jornada Internacional de Cinema da Bahia em
2010. Disponível em <http://youtu.be/-u3_D-d5sAw>. Acesso em
2014.08.14
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
Política como decisão.
Brasil,
Ufla (Lavras, MG), Prof. Celso Vallin (Dep. Educação), 2015-1
GDE116 – Escola e
Currículo, Política e Planejamento Educacional
1. Reflexões iniciais - O
objetivo dessa sequência de atividades é o desenvolvimento do tema
política, como forma de decisão de interesses coletivos,
sociais, e da percepção de que a história é construída por nós,
sujeitos sociais, dando ênfase aos papéis da educação na contínua
reconstrução social. Com isso queremos provocar reflexões críticas
e problematizar temas que serão estudados na disciplina.
Pelo
dicionário Michaellis
(http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/) política é a arte
ou ciência de governar, de organizar, dirigir e administrar nações
ou instituições. Se entendemos que todas as pessoas devem ser
sujeitos das decisões que lhes tocam, pensamos na democracia
participativa e no diálogo democrático como base dessa política,
ou como base da arte de governar, administrar. Políticas, podem ser
princípios e medidas postos em prática por instituições
governamentais e outras, para a equacionamento de desafios sociais.
Dessa forma as políticas podem ser colocadas em forma de lei. Por
isso estudaremos leis e movimentos sociais relativos à educação.
DEPENDE
DE NÓS (anterior a 1997; 3 min)
– de Ivan Lins (RJ, 1945)
e Vitor Martins (Ituverava, SP, 1944)
Depende de nós
Quem já foi ou
ainda é criança
Que acredita ou tem
esperança
Quem faz tudo pra um
mundo melhor
Depende de nós
Que o circo esteja
armado
Que o palhaço
esteja engraçado
Que o riso esteja no
ar
Sem que a gente precise sonhar
|
Que os ventos cantem
nos galhos
Que as folhas bebam
orvalhos
Que o sol descortine
mais as manhãs
Depende de nós
Se esse mundo ainda
tem jeito
Apesar do que o
homem tem feito
Se a vida sobreviverá
|
Para escutar entre em <http://letras.mus.br/ivan-lins/46434/>
TRAB3 - Um desenho
2. Questões propostas:
Quem manda na sociedade
brasileira? Como manda?
Como as principais
questões do coletivo da sociedade são decididas?
Quais são e como
funcionam as instituições de decisão sobre as principais questões
de nossa vida em sociedade?
Quais são as
principais características de funcionamento e formas de ingresso nos
locais de poder de nossa sociedade?
Estratégia de
trabalho:
Cada estudante ou dupla
deverá criar um desenho, com símbolos, nomes, flechas e ligações
procurando explicar e ilustrar as questões acima.
3. Troca de ideias
Dividindo a turma em 4
grupos, cada pessoa ou dupla apresenta seu desenho e explica.
4. Síntese coletiva
Construir um desenho e
explicação coletivos. Uma pessoa de cada um dos 4 grupos apresenta
ao coletivo e explica.
TRAB4- Anotações,
memória
Para uma reorganização
mental individual, rever e organizar anotações, e para ter uma
memória do que cada estudante entende que seja o principal, tratado
nas discussões e estudos. As anotações devem ser entregues (1
página).
Para saber mais:
FLORESTAN, 2004 (Você
torce para o Brasil? Como você torce? Torce pela educação? Como?)
TV CULTURA, 2013
REFERÊNCIAS
EM BUSCA DA TERRA SEM VENENO. Documentário com direção de Noilton
Nunes. Produção: Regina Abreu e Pedro Sol. Realização: Imagine
Filmes. Ano: 2011. Duração: 39 minutos. Vídeo. A partir da
palestra de João Pedro Stédile, líder do MST - Movimento dos Sem
Terra, durante a 37a. Jornada Internacional de Cinema da Bahia em
2010. Disponível em <http://youtu.be/-u3_D-d5sAw>. Acesso em
2014.08.14
FLORESTAN Fernandes – o Mestre. Documentário. 46min. Direção,
edição e pesquisa: Roberto Reis Stefanelli. TV Camara. Fev/2004.
Disponível em <http://youtu.be/iJxJd0jXuWw>. Acesso em
2014.08.16.
TV CULTURA. Programa Provocações (com entrevistas feitas por
Antônio Abujamra) com o líder do MST João Pedro Stédile -
08/01/2013. 25 minutos. Disponível em <http://youtu.be/rf_oVhMBtx8>.
Acesso em 2014.08.12.
domingo, 4 de maio de 2014
O_problema_da_autoria.
Celso Vallin, 2005
Será
que é importante colocar o autor e a fonte como quando mostramos um
texto a alguém?
E
como fazer se também recebemos esse texto de outra pessoa que não
colocou nenhuma referência?
Dá
para acreditar no que se recebe pela internet?
Como
saber se uma informação é séria, e até que ponto podemos
confiar?
Nestes
dias recebi uma mensagem bonitinha pela internet. O título chamava a
atenção: “A
idiotice é vital para a felicidade”.
Gente
chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. Putz! A
vida já é um caos, por que fazermos dela, [...] um tratado? [...]
Se
você fizer uma busca na internet usando a primeira expressão
(“Gente
chata essa que quer ser séria”)
encontrará
centenas de endereços que contém esse texto. É uma mensagem
positiva, que pretende animar as pessoas.
Embaixo
da mensagem que recebi estava escrito “Arnaldo
Jabor”,
como se ele fosse o autor. Olhando depois em outros endereços pela
web, conclui que este texto não deve ter sido escrito por ele. A
maioria dos endereços que vi atribui a autoria a Ailin Aleixo,
colunista da revista Vip.
E
se eu tivesse passado a mensagem adiante, a alguns amigos? Estaria
transmitindo uma mentira sobre a autoria do texto. E saiba que o
texto me foi enviado por uma grande amiga, diretora de escola, muito
séria e competente. Ela não é novata na internet, e caiu nessa
armadilha.
Como
saber se alguma coisa que recebemos pela internet é verdadeira ou
falsa?
Muitas
vezes quem passa adiante sem questionar a fonte, está contribuindo
para uma cadeia de boatos, mentiras, que pode causar transtornos e
mal entendidos.
Depois
disso, encontrei uma coisa mais curiosa ainda. É um texto do próprio
Jabor, reclamando sobre a falsa autoria.
Toda
hora, alguém me pára na rua: “Adorei a sua ‘bunda’!” “Que
bunda, cara?” — digo, fingindo que não sei o que é. Não dá
outra: “Aquele texto seu, que idéias, que ironias..”, me
responde. Fico louco, porque estou sendo elogiado justamente pelo que
não fiz. (texto
publicado no jornal O Globo, em 31/08/2004, e também disponível em
http://www.bobflash.com.br/franquias/recife/colunas/coluna_show.php?materia=455)
Há
outro artigo semelhante, publicado no jornal “O Estado de São
Paulo”, em que Arnaldo Jabor também fala do “bunda
dura”.
...descobri
na internet que sou uma besta quadrada mesmo ... Ando pela rua e as
pessoas me abordam: “Adorei o seu artigo ...” Pergunto, já com
medo: “Que artigo?” “Esse texto genial que você escreveu e que
todo mundo me mandou. Chama-se Bunda Dura.” ... mas respondo: “Não
fui eu quem escreveu esse texto!” ... sou amado pelo que não sou. (Arnaldo Jabor - Caderno 2 [20/07/2004]. Disponível em http://www.estadao.com.br/ecolunistas/jabor/04/07/jabor040720.htm)
Estas
informações são boas para se provocar uma discussão sobre a
autoria e as estratégias que temos para saber em quem confiar.
Há
quem diga que o que nos deixa inseguros e vulneráveis é a internet.
Mas, e se fosse para selecionar um texto que encontrássemos numa
banca de revistas? Seria diferente? E se a mensagem tivesse chegado
em papel, trazida pelo correio? Faria alguma diferença?
Veja
em:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/ult513u153.shtml
No
artigo “Já sei namorar“, publicado na Folha On Line em
05/06/2004, o articulista fala de um texto recebido de uma leitora
dele, que é “um
pensamento enviado por outra amiga [...], que é equivocadamente
atribuído a Mario Quintana, mas que na verdade é de autoria de
Marta Medeiros.”
Que
confusão. Não é?
Pode
conferir. Procure por
“Promessas
Matrimoniais” + “Mário Quintana”
e
encontrará mais de vinte endereços.
Mas,
se procurar por
“Promessas
Matrimoniais” + “Martha Medeiros”
encontrará
este texto em mais de sessenta endereços. Em geral trata-se de
blogs, ou seja, anotações pessoais compartilhadas. Um deles parece
ter sido escrito pela própria Medeiros.
http://www.rainhadam.com.br/marthamedeiros1.html
Se
olhar em
http://www.rainhadam.com.br/marthamedeiros4.html
encontrará
a “Crônica
sobre a Desinformação”
em que a própria Martha Medeiros (13out03) reclamava das “clonagens
literárias:
textos que circulam pela Internet com a autoria trocada”.
Por
aqui se pode ver que não é de hoje que há pessoas queixando-se dos
problemas da autoria. Mas, será importante mesmo saber se o texto é
de Quintana ou de Medeiros? Será importante saber se é um texto
contemporâneo ou se foi escrito há 20 anos?
Consigo
ver pelo menos duas coisas em jogo, aqui. A primeira é a
confiabilidade. A confiança no que estamos lendo. Conforme
conhecemos pessoas, empresas ou instituições, começamos a
acreditar nelas, ou também passamos a desconfiar do que dizem.
Queremos educar pessoas para serem críticas. Queremos também que
sejam responsáveis, solidárias, justas, amigas... Mas críticas!
Ser crítico é o contrário de ser inocente. É saber perceber
mensagens e intenções que estão nas entrelinhas. É não se deixar
enganar facilmente.
A
leitura ainda é uma das bases de informação de quem quer entender
o mundo, e se articular dentro dele.
Mas
será que quando recebemos a informação falada, e não pela
leitura, as coisas são diferentes? Podemos acreditar em tudo o que
vemos na TV, ouvimos no rádio, ou escutamos da boca de conhecidos?
Muitas
vezes confiamos em informações sem questionar. Acreditamos e
pronto.
É
verdade que é mais confortável e à primeira vista, mas gostoso,
acreditar e pronto. O problema é que não dá certo. A mentira ou as
meias verdades acabam provocando incoerências e não se mantêm.
Levam-nos à confusão e ao erro.
Apesar
de a internet ser uma novidade e gerar insegurança, podemos usar os
mesmos critérios que usamos para confiar e desconfiar dos textos
escritos em papel, ou do verbo falado (na TV, no rádio, ou da boca
de conhecidos). Muitas vezes a aparente perfeição estética dos
textos da internet ilude o leitor. Parecem acima de qualquer
suspeita. Poderíamos dizer: se está escrito com letras bonitas e
aparece na telinha é confiável. Mas não é assim. Não se pode
confiar sem questionar, nem nas letras bonitas, nem nas falas
bonitas.
Como
confiar desconfiando?
A
primeira coisa que se vai aprendendo é que cada pessoa ou
instituição tem uma história. O jornal “O Estado de São Paulo”,
que publica os artigos de Arnaldo Jabor, tem uma história e com ela
construiu uma confiabilidade. O mesmo pode ser dito da “Folha de
São Paulo”, da rede Globo de TV, e assim de tantas outras
instituições. Quem assina, faz história. Quem tem história, cuida
do que faz e diz.
Não
que estes não errem. Todos podem errar. E erram. Mas existem
cuidados e critérios. A confiança não quer dizer certeza. Deve-se
lembrar que nada é absoluto, e nem definitivo. Sempre é possível
encontrar mais de um ponto de vista. Mesmo assim, podemos ter alguma
confiança, devido à história do autor, quando a conhecemos.
Então...
O primeiro critério é saber quem está escrevendo, e conhecer um
pouco de sua história, que logo nos dará alguma confiabilidade. Ou
não! Mas pelo menos paramos para saber com quem estamos “falando”.
O
que mais pode nos dar confiabilidade?
O
cruzamento de informações é um critério possível. Se pegarmos
informações coerentes em fontes diferentes e independentes, isso
também nos aumenta a segurança.
A
realidade é outra coisa que ajuda a ter confiança. Palavras são
como teorias. São idéias. Quando procuramos aplicar as idéias a
situações conhecidas, de lembrança, ou em ensaios, isso também
nos leva à segurança. A articulação entre teoria e prática é um
fator de confronto. As boas idéias vão dando certo com as práticas.
Outras idéias vão se incompatibilizando com as situações reais.
Mas,
quando questionei a importância da autoria, disse que via pelo menos
duas coisas em jogo. A outra é que hoje em dia a escola deseja que o
aluno seja autor.
Não
desejamos um aluno que seja simplesmente disciplinado e obediente, e
que repita e reproduza coisas ensinadas. Queremos mais. Queremos um
aluno com opinião e atitude, assumindo e desenvolvendo seus
potenciais humanos.
Ser
autor é assinar embaixo (ou em cima, hahaha!). É assumir o que está
fazendo. É importar-se com o que está produzindo. Ser autor é
sentir-se responsável pelo que está sendo criado: um texto, uma
apresentação falada, gravada ou não, uma foto, uma seqüência de
slides, ou qualquer tipo de áudio-visual.
Por
isso, o educador que quer um aluno autor, precisa discutir a questão
da autoria. Precisa incentivar seus alunos a assinarem o que produzem
e precisa valorizar e ensinar a dar valor ao registro da autoria, e
às fontes de referência. Seja na internet, ou não. A questão é a
mesma.
O
assunto não se esgota aqui. Mas acredito que está claro que há
alguma coisa na autoria, que deve ser olhada. Colocar e ler o nome do
autor nunca mais será só um detalhe, ou uma formalidade. Por trás
daquela observação estará alguém, com seu jeito de olhar o mundo.
Aquela paradinha para saber com quem estamos “falando” ajudará a
estabelecer relações entre as novas informações e toda a rede de
conhecimentos que já temos.
Quer
fazer uma brincadeira? Procure por este texto na internet: "A
idade vai chegando e com o passar do tempo, nossas prioridades na
vida vão mudando"
e tente descobrir se a autoria é mesmo de Mario Quintana. Discuta
com seus amigos sobre os critérios que o levam a confiar ou a
desconfiar dessas informações. Entre os endereços encontrados
quais são mais confiáveis? Por que?
Para
finalizar, aqui vai um adendo. A NBR6023/2002 é a norma que
regulamenta as referências. Referência é um conjunto de elementos,
retirados de um documento, que permite sua identificação no todo ou
em parte, impresso ou registrado em outro tipo de suporte. Uma
explicação simples sobre como fazer referência bibliográfica a um
documento pode ser vista em:
http://www.quatrocantos.com/tec_web/refere/5DCONV.HTM
Uma
explicação mais completa pode ser vista em
http://www.bu.ufsc.br/home982.html
Ou
em
http://www.cdcc.sc.usp.br/cda/sessao-astronomia/sessao-astronomia-padrao/referencia-bibliografica-ufrgs.htm
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